December 7, 2021

O que a previsão da alta da taxa Selic tem a ver com o seu bolso?

A Selic, ou Taxa Selic, é a taxa básica de juros da economia. A cada 45 dias, a Taxa Selic vira notícia em todo o Brasil – seja por ter aumentado, diminuído ou se mantido estável após a reunião do Copom, o Comitê de Política Monetária do Banco Central.

Basicamente, aumentar a Selic tem como objetivo desacelerar a economia, impedindo a inflação de ficar muito alta e, ao baixar a Selic, o objetivo seria estimular o consumo e aquecer a economia, aumentando a inflação quando ela está abaixo da meta. A forte elevação da taxa foi feita para tentar controlar a inflação, que tem subido a despeito das cinco altas decididas nas reuniões anteriores do Copom.

Na última atualização, o Banco Central decidiu na quarta-feira, dia 16 de março, por unanimidade, elevar a taxa Selic de 10,75% ao ano para 11,75% ao ano – alta de um ponto percentual. É o nono aumento consecutivo na taxa. Com isso, a Selic alcançou o maior nível desde abril de 2017, quando estava em 12,25% ao ano. Ou seja, o maior nível em quase cinco anos.

Como a taxa Selic é o parâmetro para todas as demais taxas de juros do país, quando ela sobe, faz com que automaticamente as demais taxas cobradas em empréstimos também subam. Isso acontece porque os bancos vão ter de pagar mais para pegar dinheiro emprestado e, por consequência, também vão cobrar mais de quem pedir empréstimo.

Com a taxa de juros mais alta, quem tem dinheiro guardado na renda fixa conseguirá uma remuneração melhor pelo dinheiro.

O que vai acontecer com meu dinheiro com essa previsão? 

No crédito: Quando a taxa Selic cai, a tendência é que os juros cobrados pelos bancos para emprestar dinheiro ao consumidor e empresas fique menor, o que faz com que pessoas e empresas busquem mais crédito para consumir e também para investir em máquinas, equipamentos e crescimento das empresas.

Nos juros: Quando a taxa Selic sobe, a tendência é que os juros cobrados pelos bancos para emprestar dinheiro a consumidor e empresas também aumentem, o que faz com que diminua a oferta de crédito.

Nas aplicações de investimento: O rendimento das aplicações de renda fixa, como poupança, Tesouro Selic, LCI, CDB e fundos de renda fixa, também aumenta. Ou seja, o investidor ganha mais dinheiro para cada real que colocar nessas aplicações.

No consumo: Como o custo do dinheiro fica mais caro, a tendência é que as pessoas gastem menos em compras e serviços.

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