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Entenda os impactos da redução da taxa SELIC para sua empresa

Se existe um termo do mundo das finanças ao qual os brasileiros se habituaram é a Selic. Ouvimos durante muitos anos que os altos níveis da Selic eram ruins para as empresas e para o ambiente de negócios como um todo. No entanto, esse cenário vem mudando e, em junho de 2019, o Copom (Comitê de Política Monetária) reduziu essa taxa para 2,25% ao ano, o menor patamar da história.

A Selic é a taxa básica de juros do país e é um dos instrumentos à disposição da equipe econômica para controlar a inflação. Isso porque a principal missão do Banco Central é preservar o poder de compra da moeda e, para isso, a inflação tem que ficar sob controle.

Neste artigo vamos ver com mais detalhes o que é essa taxa, como ela é definida e quais são os impactos da redução da taxa Selic para as empresas. Acompanhe!

O que é a Selic e como ela é definida?

Como dissemos, a Selic é a taxa básica de juros do país. Isso significa que esse é o percentual que o governo paga para os seus credores, ou seja, para quem compra títulos públicos federais. Isso tem vários impactos, para a economia do país e para as empresas. Vamos ver os principais mais adiante, mas antes é preciso entender como ela é definida e o que é levado em consideração para isso.

Quem define a Selic, como adiantamos acima, é o Copom, um comitê do Banco Central composto pelo presidente e pelos diretores da autoridade monetária. Eles se reúnem a cada 45 dias, somando 8 encontros por ano. Essa reunião dura dois dias, começando sempre em uma terça-feira e terminando na quarta-feira.

No primeiro dia, os participantes assistem a apresentações do corpo técnico do BC sobre a economia mundial e brasileira e, no dia seguinte, avaliam as perspectivas para a inflação, tomam a decisão de qual será a taxa de juros que valerá para os próximos 45 dias e divulgam a nova taxa Selic. Na terça-feira da semana seguinte, é publicada a ata da reunião, que mostra os motivos que levaram àquela decisão.

Qual o calendário para 2020 e quais são as perspectivas para a Selic?

Veja abaixo o calendário programado para as reuniões do Copom em 2020:

  • 4 e 5 de fevereiro;
  • 17 e 18 de março;
  • 5 e 6 de maio;
  • 16 e 17 de junho;
  • 4 e 5 de agosto;
  • 15 e 16 de setembro;
  • 27 e 28 de outubro;
  • 8 e 9 de dezembro.

Toda segunda-feira o Banco Central publica o Relatório Focus, que traz as perspectivas dos analistas do mercado financeiro para os principais indicadores da economia, como PIB, inflação e a própria Selic.

Enquanto escrevemos este artigo, o boletim mais recente é do dia 16 de dezembro de 2019, que mostra que a mediana das expectativas dos analistas para a Selic para o fim de 2020 é de 4,25%, ou seja, 0,25 ponto percentual menor do que o patamar vigente. É importante destacar que essas projeções podem mudar de semana para semana, conforme se alteram as condições da economia.

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Como a queda da Selic impacta a economia?

Vamos lembrar que a Selic é a taxa de juros que o governo paga para quem investe em títulos públicos, uma aplicação considerada de baixíssimo risco. Por isso, para que os bancos e instituições financeiras considerem que vale mais a pena fazer qualquer outra coisa com o dinheiro que não deixar aplicado em títulos públicos, ele tem que receber mais por isso, ou seja, cobrar juros mais altos.

Assim, quando o Banco Central decide subir a taxa de juros, ele retira dinheiro da economia, já que as instituições financeiras preferem deixar o dinheiro aplicado ali, com rendimento alto e baixo risco. Por isso, emprestam menos para as empresas e, quando emprestam, cobram juros mais altos.

Isso é uma forma de desacelerar a atividade econômica e, por consequência, conter a inflação, já que a demanda diminui. O raciocínio inverso também funciona. Quando a inflação está sob controle e a atividade econômica está fraca, o Copom pode reduzir a Selic. Com isso, os títulos públicos ficam menos atraentes e os bancos precisam encontrar outras formas de ganhar mais.

Assim, têm mais dinheiro disponível para emprestar para as empresas e a uma taxa de juros menor. Crédito mais barato e mais disponível, tanto para empresas quanto para pessoa física, significa mais dinheiro circulando e, portanto, um incentivo para o aquecimento da economia.

E quais são os impactos para as empresas?

Como você já deve ter deduzido do tópico anterior, a taxa Selic funciona como uma referência para as taxas de juros dos empréstimos e financiamentos. Quando ela cai, as demais taxas acompanham a mesma tendência.

Isso não quer dizer que, com a Selic a 4,5% ao ano, sua empresa vai conseguir um empréstimo com essa taxa. Ela certamente vai ser maior, mas ainda assim menor do que quando a taxa básica de juros estava mais alta. Essa diferença se dá por vários motivos, sendo que o principal deles é o risco de inadimplência.

Como o risco de a empresa não pagar é bem maior do que o de o governo dar o calote, os juros são mais altos para compensar esse risco. A taxa de juros que será oferecida para a sua empresa vai depender muito da análise de risco individual, que leva em conta a sua documentação, como seu histórico de pagador, seu plano de negócios e o fluxo de caixa da sua empresa.

Assim, além de entender os impactos da redução da taxa Selic na economia e no cenário de concessão de crédito para as empresas, é preciso que você esteja atento às especificidades do seu negócio, tendo pleno conhecimento tanto da situação financeira atual da sua empresa quanto das projeções futuras. Ainda assim, uma taxa Selic mais baixa sempre é benéfica para o mundo empresarial.

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